O Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização (IEAC-GO) é uma associação privada, sem fins lucrativos, formalmente constituída por 24 membros fundadores, no dia 23 de dezembro de 2017, no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Motivando a criação desta associação estiveram as necessidades, há muito sentidas pelos seus promotores, o Professor José Eduardo Franco e a Doutora Eugénia Abrantes Magalhães, de fomentar a investigação, a divulgação e o desenvolvimento de projetos, auditoria, consultoria e formação no âmbito da cultura católica e da globalização, numa relação de estreita cooperação com organismos civis, a Igreja Católica e outras instâncias religiosas, nacionais e internacionais.

Na base desta sua motivação fundacional está o estudo e a valorização do conjunto da herança cultural cristã, e a sua elevação, pela integração num quadro de compreensão mais amplo, que vise a «promoção de todo o homem e do homem todo», no dizer do Padre Manuel Antunes, sj.

O IEAC-GO visa ser um organismo de excelência, rigor, dinamismo, mobilidade e transversalidade do conhecimento cultural católico e do mundo. Pretende fornecer à sociedade contemporânea, nacional e internacional, um serviço de congregação, investigação, divulgação, formação e desenvolvimento de áreas do saber, da cultura, do social, do religioso e do espiritual de matriz católica e intercultural.
O IEAC-GO estrutura-se em sete vetores pedagógicos, eleitos como orientadores de uma educação para uma globalização de rosto humano:
1) Reforçar o sentido de raiz, ou seja, de pertença a uma dada comunidade, a um território de nascimento natural e, mais ainda, de nascimento cultural e de formação identitária, que confere a cada ser humano uma mundividência, um sistema de crenças ou de sentido. A língua, os valores, os imaginários que bebemos com o leite materno numa dada região, nação e país imprimem-nos uma carta de referência identitária, que se torna a nossa imagem de marca para toda a vida. Desconsiderar este sentido de raiz é perder o suporte, é perder o chão, e sem ele é mais difícil manter uma relação equilibrada com o mundo global em que vivemos.
2) Desenvolver o sentido da humanidade no seu conjunto, diversa, plural, multi-identitária, multirrácica, multirreligiosa e multilinguística, como antídoto contra a tentação de uniformização, de normalização, de pensamento único que facilita a assunção de poderes totalitários, de fanatismos avassaladores, intolerantes e violentos.
3) Conhecer a sociedade da informação global e criar competências de comunicação avançadas para viver e lidar quotidianamente com o universo em expansão da tecno-informação, que nos envolve e determina a vida individual, social, empresarial, política e até religiosa (internet, redes sociais, televisão, etc.).
4) Educar para a escolha, para tomar opções, para cimentar convicções que definam caminhos a seguir, tendo sempre por tronco o valor supremo da vida e o valor indefetível da dignidade humana, em ordem a afrontar a cultura de morte que tende a predominar no mundo de hoje.
5) Cultivar a hospitalidade, através do conhecimento da cultura do outro e do acolhimento de pessoas provindas de civilizações diferentes da nossa, aceitando-as como irmãs, a fim de criar uma cultura de acolhimento de rosto humano, no tempo de mobilidades várias que caracterizam a globalização acelerada que experimentamos: turismo, viagens de natureza profissional, emigração, procura de refúgio e asilo político, fuga por razões de guerra e de fome nos países de origem.
6) Formar para a solidariedade glocalizada, com o desiderato de ajudar os seres humanos carenciados mais distantes de nós, mas também os mais próximos, constituindo o amor universal como a chave para praticar a não distinção de raças e de cores, cientes de que é na experiência de solidariedade que o melhor da humanidade sobressai e a esperança volta a nascer como aurora que brilha depois de uma noite escura e tormentosa.
7) Sensibilizar para a transcendência, porque o ser humano não é um ser rasteiro e rastejante, mas está vocacionado para a divinização, ou seja, para superar a sua condição animal e olhar para mais alto e mais fundo, e para desempenhar a missão do cuidado da Terra que lhe foi confiada, como ser dotado de inteligência, harmonizando os excessos que fazem perigar o equilíbrio do nosso planeta.

Contribuir para a congregação, investigação, divulgação e desenvolvimento de ações interdisciplinares e ecuménicas, no âmbito da cultura católica e global, prestando um serviço de formação e desenvolvimento pleno da pessoa.  

Estabelecer um polo internacional de referência e excelência, com carácter interdisciplinar e ecuménico, de fomento e divulgação da cultura católica, na sua relação com o mundo global em que vivemos, e de formação da pessoa.  

Abertura: o IEAC-GO molda-se por um espírito de abertura às realidades humanas, no sentido de abarcar as diferentes experiências da vida.
Rigor: o IEAC-GO pauta-se pelo rigor dos seus projetos, na forma como estes são pensados, enquadrados e divulgados.
Investigação: o IEAC-GO orienta-se por um dinamismo investigativo capaz de abranger os mais diversos focos da cultura católica.
Atenção: o IEAC-GO desenvolve uma leitura da vida atenta e cuidada, privilegiando as dimensões da fragilidade humana.
Criatividade e inovação: o IEAC-GO promove um espírito de criatividade e inovação capaz de renovação constante da sua forma de projetar, organizar e desenvolver.
Mobilidade: o IEAC-GO assume-se como organismo de intervenção de proximidade junto das pessoas e suas comunidades, independentemente de ter uma estrutura fixa na sua logística.
Compreensão: o IEAC-GO apresenta-se como um organismo que procura acolher, conhecer e compreender a pluralidade das culturas humanas.
Diálogo: o IEAC-GO define-se como uma estrutura de diálogo, na interação com as diferentes realidades e agentes da vida.
Comunhão: o IEAC-GO quer ser um organismo de comunhão de experiências, saberes e reflexões, numa perspetiva ecuménica.
Paz: o IEAC-GO quer difundir uma cultura universal de paz.  

 

O IEAC-GO tem por objeto os domínios da investigação, da divulgação e do desenvolvimento de projetos, auditoria, consultoria e formação no âmbito da cultura católica e da globalização. O Instituto prossegue os seus fins numa relação de estreita cooperação com organismos civis, a Igreja Católica e outras instâncias religiosas, nacionais e internacionais.
O IEAC-GO define, assim, como objetivos principais:
a) ser um polo de investigação da cultura católica e das demais culturas, na base da inter-relação e intercooperação;
b) ser um espaço de interpretação pedagógica do catolicismo e do mundo global;
c) ser um centro de acolhimento, debate e diálogo com as múltiplas culturas nacionais e internacionais;
d) ser um centro de promoção de convergência de saberes, tendo em vista a elaboração de novas sínteses;
e) ser um polo de edição e publicação de estudos, monográficos ou periódicos, científicos ou literários;
f) ser um centro multiusos de arquivo bibliofotográfico da cultura católica e global;
g) ser um centro de documentação e informação, coligando uma base de dados na Web;
h) ser um centro de divulgação nacional e internacional de espiritualidade e mística;
i) ser um polo de referência investigativa para a realização de estudos, consultoria e desenvolvimento de projetos para entidades e organismos locais, nacionais e internacionais;
j) ser um polo de inovação, empreendedorismo e cidadania, desenvolvendo programas de desenvolvimento de competências pessoais e sociais que fomentem um dinamismo transversal de saberes e capacidades no âmbito da cultura contemporânea nas suas múltiplas formas;
k) ser um polo de desenvolvimento de ciclos de formação em diversos domínios do saber, como contributo de serviço público;
l) ser um polo de organização de eventos e projetos nos mais diversos domínios da vida humana, a nível local, nacional e internacional;
m) ser um centro de dinamização e desenvolvimento da região onde está inserido.

DIREÇÃO

Presidente: Eugénia Maria da Silva Abrantes Magalhães
Vice-Presidente: Marco Daniel Carrola Duarte
Vice-Presidente: Porfírio José dos Santos Pinto
Tesoureiro: Paula Cristina Ferreira da Costa Carreira
Secretário: Cristina Maria Figueiredo dos Santos Gomes de Araújo
Vogal: Joaquim Jorge Pimpão Franco
Vogal: Maria José Marques de Figueiredo  

ASSEMBLEIA-GERAL

Presidente: José Eduardo Franco
Vice-Presidente: Manuel Joaquim Gomes Barbosa
Secretária: Vanda Andreia Santos Figueiredo  

CONSELHO FISCAL

Presidente: Rui Maia Rego
Secretária: Susana Mourato Alves de Jesus
Relator: Cristiana Isabel Lucas Silva

CONSELHO CIENTÍFICO INTERNACIONAL

Presidente: José Carlos Seabra Pereira  
Vice-Presidente: Carlos Fiolhais
Vice-Presidente: Luísa Schmidt
Vice-Presidente: João Carlos Loureiro
Secretário: Paulo Alves
Vogal: José Carlos Miranda
Vogal: Annabela Rita
Vogal: Francesco Villano
Vogal: Christine Vögel

CONSELHO CONSULTIVO INSTITUCIONAL

Presidente: Dom José Manuel Garcia Cordeiro  
Vice-Presidente: João Relvão Caetano
Vice-Presidente: Isabel Morujão
Vice-Presidente: Luís Ferreira
Secretário: Filipa Vasconcelos
Vogal: Henrique Manuel Pereira
Vogal: José Maria Brito
Vogal: Pierre-Antoine Fabre
Vogal: Felisbela Lopes